Quinta II
Pai Nosso, paciente e rico de graça,
às vezes duvido se mereces
estes títulos que Te damos.
É tão dura a vida dos pobres,
daqueles a quem até a água é negada,
que comem o pão da opressão,
considerados como vermes.
O desastre de tantas situações,
não é abuso da Tua paciência?
A crónica negra,
noticiada diariamente,
como pode demonstrar a riqueza da Tua graça?
Quero acreditar
na transformação do ?deserto em lago
e da terra seca em nascentes de água?.
Quero confiar
que atendes os infelizes e não os abandonas.
Mas, agora, reparo:
este querer nascido em mim
foi semeado pela força do Teu Espírito,
move-me por dentro,
é impetuoso e queima-me.
Para tirar o mal do mundo
precisas, hoje, de irmãos de Jesus.
A aridez do mundo
vem da minha indiferença.
O desastre da terra
é fruto dos meus incidentes.
Perdoa se Te ofendi, ó Pai paciente.